sábado, 10 de maio de 2025

Cuidado com os fofoqueiros dissimulados

Paulo deixa Tito em Creta para colocar as igrejas em ordem e parte para outra missão. 
Então, escreve uma carta lembrando de algumas recomendações importantes que ele provavelmente já havia falado.
E nessas recomendações, ficamos sabendo de algumas situações que precisavam ser resolvidas na igreja.

Veja Tito 1:10-11:
"Pois existem muitos, principalmente os que vieram do Judaísmo, que são revoltados e enganam os outros com as suas tolices.
É preciso fazer com que eles parem de falar, pois estão atrapalhando famílias inteiras por ensinarem o que não devem, com a intenção vergonhosa de ganhar dinheiro."

Olhando para o v.10 posso imaginar o trabalho dos fofoqueiros insubordinados. Eles não queriam obedecer às orientações de Paulo, e ainda usavam de conversa maliciosa para seduzir as pessoas. Nós poderíamos imaginar exemplos de conversas maliciosas: que aparentam comentários positivos, mas que tentam minar a confiança na liderança, tentam colocar em dúvida o que é ensinado na igreja como um bom caminho...

A arte da fofoca, pode se manifestar de formas sutis e dissimuladas, especialmente quando o objetivo é minar a confiança na liderança e nos ensinamentos da igreja. 

Aqui estão alguns exemplos de conversas maliciosas que se encaixam nesse perfil:

1. Minando a Confiança na Liderança:

A Comparação Injusta
"Ah, o pastor é um bom homem, mas sinto falta do pastor anterior. Ele tinha um jeito especial de pregar, que tocava mais o meu coração. O pastor atual é muito teórico, sabe? Falta um pouco de unção..." 
(Implicação: o pastor atual não é tão bom quanto o anterior, falta algo essencial em seu ministério).

A Dúvida Sutil: 
"Eu sei que o pastor se esforça, mas às vezes me pergunto se ele realmente entende os problemas que enfrentamos no dia a dia. Ele parece viver em uma realidade diferente da nossa..." 
(Implicação: o pastor está distante das necessidades do povo, não é um líder que se importa com as pessoas).

O Elogio Envenenado
"Que bom que o pastor está se dedicando tanto à igreja! Mas fico preocupado com a família dele. Será que ele está dando a atenção que eles precisam? Afinal, a família é o nosso bem mais precioso..." 
(Implicação: o pastor está negligenciando sua família em nome do ministério, o que questiona sua prioridade e seu equilíbrio).

A Crítica Disfarçada de Preocupação
"Eu sei que o Conselho tem se esforçado para administrar as finanças da igreja, mas às vezes me pergunto se as decisões estão sendo tomadas com transparência. Afinal, o dinheiro da igreja é sagrado, e precisamos ter certeza de que está sendo usado da melhor forma possível..." 
(Implicação: há falta de transparência na administração financeira da igreja, o que gera desconfiança e questiona a integridade dos líderes).

A Sugestão "Inocente": 
"Acho tão interessante como outras igrejas têm usado métodos modernos de evangelização e atraído tantos jovens. Será que não poderíamos aprender algo com elas? Talvez estejamos ficando um pouco antiquados..." 
(Implicação: a igreja está perdendo relevância, precisa se modernizar e abandonar suas tradições).

2. Colocando em Dúvida os Ensinamentos da Igreja:

A Interpretação "Alternativa"
"Eu sempre tive dificuldade em entender essa doutrina que a igreja ensina. Lendo outros autores, encontrei uma interpretação diferente, que me parece fazer mais sentido. Acho que deveríamos discutir isso abertamente..." 
(Implicação: o ensino da igreja é questionável, existem outras interpretações mais válidas e relevantes).

A Experiência Pessoal como Critério
"Eu sei que a Bíblia diz isso, mas, na minha experiência, as coisas não funcionam bem assim. Acho que cada um tem que encontrar o seu próprio caminho, a sua própria verdade..." 
(Implicação: a experiência pessoal é mais importante do que a Palavra de Deus, o que relativiza a autoridade das Escrituras).

A Ênfase Seletiva
"Acho que a igreja se preocupa demais com questões morais e se esquece do amor e da graça de Deus. Precisamos ser mais tolerantes e acolhedores, sem julgar as escolhas das pessoas..." 
(Implicação: a igreja está sendo legalista e farisaica, precisa ser mais liberal e permissiva).

A Distorção do Contexto
"Eu estava lendo um livro sobre a cultura do Oriente Médio, e descobri que algumas passagens da Bíblia precisam ser interpretadas de forma diferente, levando em conta o contexto histórico e cultural da época. Acho que estamos sendo muito literais..." 
(Implicação: a interpretação tradicional da Bíblia é ultrapassada, precisamos adaptá-la aos tempos modernos).

A Semente da Dúvida
"Eu não sei não, viu? Tenho visto tanta coisa errada por aí, que já não sei mais em quem confiar. Será que estamos mesmo no caminho certo? Será que a nossa igreja está nos ensinando a verdade completa?" 
(Implicação: a liderança da igreja não é confiável, a verdade não está sendo ensinada por completo).

Conclusão:
Esses exemplos demonstram como a fofoca pode ser uma arma poderosa nas mãos de pessoas mal-intencionadas. 
Ao se disfarçarem de preocupação, de elogio ou de busca pela verdade, elas conseguem semear a dúvida, a desconfiança e a divisão no meio da igreja.
É preciso estar atento a essas sutilezas e resistir à tentação de participar dessas conversas maliciosas. Em vez disso, devemos buscar a verdade na Palavra de Deus, orar por nossos líderes e promover a unidade e o amor entre os irmãos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

O Natal não é uma festa pagã

Realmente o Papai-Noel não tem nada a ver com Natal. É um símbolo espúrio do Natal.
A figura do Papai Noel tem suas raízes na história de São Nicolau de Mira, um bispo que viveu no século IV na região que hoje é a Turquia. São Nicolau era conhecido por sua generosidade e por ajudar os necessitados, muitas vezes deixando moedas de ouro nas chaminés das casas.

Com o tempo, a lenda de São Nicolau se misturou com tradições pagãs europeias, como a do "Velho Inverno", um senhor que trazia presentes para aqueles que o ajudavam durante o inverno rigoroso. No século XIX, a imagem do Papai Noel começou a tomar a forma que conhecemos hoje, graças ao trabalho do cartunista Thomas Nast, que o desenhou como um velhinho barrigudo e de barba branca.

A popularização da imagem moderna do Papai Noel, com suas roupas vermelhas e brancas, foi amplamente influenciada por uma campanha publicitária da Coca-Cola na década de 1930.

Essa história mostra como diferentes culturas e tradições se uniram para criar a figura do Papai Noel que conhecemos hoje.

Mas de reconhecer que a figura do Papai Noel não pertence ao verdadeiro sentido do Natal até afirmar que o Natal é uma festa de origem pagã, há uma distância enorme. 

Embora o processo de paganização da cultura ocidental e a progressiva rejeição dos valores cristãos pela sociedade contemporânea seja uma tendência crescente, é natural que se tente esvaziar o Natal de seu sentido verdadeiro.

Mas é óbvio que o Natal é uma festa cristã, que celebra o nascimento do Salvador.
Se essa mensagem incomoda tanto os anti-cristãos, seria melhor deixar de celebrá-la culturalmente, permitir que apenas a igreja festeje a data. Mas não é tão simples assim. As campanhas publicitárias que o digam.

Jesus nasceu em 25 de dezembro?
Provavelmente não. 
Essa era uma data pagã na antiguidade?
Pode até ser.
Mas se a igreja na antiguidade aproveitou essa data pra dar novo significado e celebrar o nascimento de Jesus, na época isso fazia sentido. E finalmente essa data se cristalizou. E não vai ser fácil adotar uma data diferente para comemorar o Natal. E, sinceramente, seria tolice tentar fazer isso.

Então, a data em si, não é tão importante, o que importa é que a igreja celebre o nacimento do Salvador. É isso que nos interessa como cristãos.

Sobre a árvore de Natal, tem várias teorias e histórias, mas nenhuma tem evidências históricas confiáveis.
Essa história de que a árvore de natal é um símbolo pagão é bobagem também. 

Tem uma história que é mais aceita pela tradição protestante:

Era uma noite fria de inverno na Alemanha do século XVI. Martinho Lutero, o reformador protestante, estava caminhando sozinho pela floresta, refletindo sobre os desafios e as esperanças de sua missão. O céu estava claro, e as estrelas brilhavam intensamente, iluminando o caminho com uma luz suave e mágica.

Enquanto caminhava, Lutero parou de repente, maravilhado com a visão diante dele. As estrelas pareciam dançar entre os galhos de um majestoso pinheiro, criando um espetáculo de luzes que tocou profundamente seu coração. Ele sentiu uma paz e uma alegria indescritíveis, como se estivesse testemunhando um vislumbre do céu na Terra.

Desejando compartilhar essa experiência celestial com sua família, Lutero cortou um pequeno galho do pinheiro e o levou para casa. Ao chegar, ele colocou o galho em um suporte e acendeu pequenas velas, recriando a visão mágica que havia visto na floresta. Quando sua família se reuniu ao redor da árvore iluminada, eles ficaram encantados com a beleza e a serenidade da cena.

A partir daquele momento, a árvore de Natal decorada com velas tornou-se um símbolo de esperança, luz e união para a família de Lutero. E assim, essa tradição se espalhou, trazendo alegria e inspiração para incontáveis lares ao redor do mundo.

Essa história nos lembra que, mesmo nos momentos mais simples, podemos encontrar beleza e inspiração que iluminam nossas vidas e nos conectam com aqueles que amamos. 

Eu prefiro aceitar essa tradição do que perder o meu tempo caçando símbolos pagãos em celebrações cristãs. Vamos empregar melhor o nosso tempo testemunhando a história e os ensinamentos de Jesus, e ajudando pessoas a caminhar com Ele, adotando os princípios e valores das Escrituras no seu dia a dia.



terça-feira, 30 de julho de 2024

Os impactos de uma liturgia arcaica na igreja local


Liturgia é uma palavra de origem grega que significa “serviço público”. Na tradição cristã, a liturgia é o conjunto de ritos e cerimônias realizados em comunidade durante as celebrações religiosas.
Em outras palavras, a liturgia cristã é a sequência dos elementos de um culto ou celebração, o que pode envolver orações, cânticos, leitura e explicação de textos biblicos e sacramentos.
A liturgia, como parte essencial da vida eclesiástica, desempenha um papel significativo na experiência de adoração e comunhão dos fiéis. 
No entanto, a abordagem à liturgia pode variar amplamente, e é importante considerar os impactos que essa abordagem pode ter na vida da igreja local.

A liturgia do culto cristão deve ser elaborada de tal forma que o culto faça sentido para as pessoas de uma determinada época e local, de tal maneira que elas tenham oportunidade de adorar a Deus, desfrutar da comunhão com outras pessoas que compartilham a mesma fé e compreender as Escrituras.

Toda liturgia surge de um contexto. Por isso, a liturgia deve ser sempre atualizada de maneira a continuar fazendo sentido para as novas gerações, sempre dentro dos principios revelados pelas Escritutas, os quais denominamos "principios reguladores do culto".
Isso nos leva a concluir que a liturgia de uma época pode não fazer sentido para as pessoas de outra época. Uma liturgia do passado pode não fazer sentido no presente. A essa liturgia que um dia fez sentido, e agora não faz mais sentido, chamaremos de arcaica.

Vamos, então, refletir sobre os desafios e oportunidades associados a uma liturgia arcaica, bem como a importância de encontrar um equilíbrio entre tradição e relevância para o culto e a missão cristã.

Uma liturgia arcaica pode ter impactos significativos na vida e no testemunho de uma igreja. Vamos explorar alguns aspectos:

1. Falta de Relevância: Uma liturgia excessivamente tradicional, que não se conecta com a realidade atual, pode afastar os fiéis, especialmente as novas gerações. Se a liturgia não dialoga com suas experiências e necessidades, eles podem buscar outras formas de espiritualidade.

2. Rigidez e Formalismo: Uma liturgia excessivamente rígida e formal pode sufocar a espontaneidade e a liberdade no culto. Pode tornar o culto maçante e cansativo. Isso pode criar uma atmosfera de formalismo, onde as pessoas se sentem presas a rituais e não conseguem expressar sua fé de maneira simples e autêntica.

3. Distração do Essencial: Quando a liturgia se torna o foco principal, corre-se o risco de perder de vista o essencial: o relacionamento com Deus e o amor ao próximo. Se a forma prevalece sobre o conteúdo, a igreja pode perder sua missão.

4. Resistência à Mudança: Uma liturgia arcaica muitas vezes resiste a mudanças necessárias. A inércia pode impedir a adaptação a novos contextos, métodos de comunicação e necessidades da comunidade.

5. Exclusividade: Se a liturgia não acolhe a diversidade de gostos e preferências, a igreja pode se tornar um lugar restrito a um grupo específico, afastando aqueles que não se encaixam no padrão estabelecido.

Em resumo, uma liturgia arcaica pode dificultar a caminhada da igreja, limitando sua capacidade de se conectar com as pessoas, adaptar-se às mudanças e viver o evangelho de forma relevante. É essencial submeter a tradição à inovação com flexibilidade e amor.

Para que o culto continue a ser significativo e envolvente para as novas gerações, é essencial que a liturgia se adapte e se conecte com suas experiências, gostos e linguagem. 
Para isso é necessário tornar a liturgia simples e objetiva, sem ter elementos excessivos, sem ser excessivamente detalhada. 
Ao repensar nossa herança litúrgica, submetendo-a aos princípios bíblicos, podemos conectá-la com a cultura e a linguagem contemporânea. Assim, a igreja pode criar um espaço onde todos se sintam acolhidos e inspirados a viver sua fé de maneira autêntica.
No entanto, para que isso aconteça, as gerações mais antigas devem abrir mão de suas preferências em prol das novas gerações. Do contrário, igreja local corre o risco de envelhecer e morrer.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

O que é a fé?


A fé, segundo a Bíblia, é a confiança plena e inabalável em Deus e na sua palavra.

A fé é uma certeza interior de que Deus é quem Ele diz ser e que Ele fará o que prometeu:

Jesus é Deus que se tornou homem sem deixar de ser Deus, viveu uma vida perfeita de completa obediência aos mandamentos das Escrituras, e se entregou para morrer em nosso lugar e por nossos pecados. O sacrifício de Jesus foi a maneira de Jesus assumir as nossas culpas para podermos receber o perdão de Deus. E Deus salvará completamente aqueles que assumiram o compromisso da fé nele.

A fé é o fundamento da nossa esperança e a prova das coisas que ainda não vemos

A fé genuína nos leva a confiar nas promessas de Deus, mesmo quando não podemos vê-las, e nos capacita a submeter-nos à Sua vontade mesmo quando não compreendemos totalmente. 

A fé é uma resposta ativa que molda nossa perspectiva e nossas ações. Isso significa uma entrega total de si mesmo a Deus, seguindo suas Palavras e ensinos, colocando-se sob a Sua proteção e cuidado. Tudo isso por meio da confiança em Jesus Cristo e em seus ensinamentos.

A Bíblia diz que a fé é o firme fundamento de coisas que esperamos, e a prova de coisas que não podemos ver (Hebreus 11:1). 

Essa definição bíblica expressa uma certeza interior, uma convicção prática com relação à esperança cristã e uma firme continuidade nela, que não se esgota, numa total dependência de Jesus Cristo. Essa segurança tem por base evidências objetivas, descritas ao longo da história que revelam que Deus é confiável, todo-poderoso e fiel. 

Embora não seja visível, Deus é infalível e justo em tudo que afirmou e prometeu na Sua Palavra.

A fé é o único meio para se ter acesso à salvação eterna. Portanto, a importância da fé na vida cristã é indiscutível. 

A Bíblia nos ensina que somos salvos pela graça, por meio da fé em Jesus Cristo (Efésios 2:8-9).

A fé é o meio pelo qual recebemos a salvação e estabelecemos um relacionamento pessoal com Deus.

É também por meio da fé que nos aproximamos Dele, confiando em Suas promessas e experimentando Sua presença e orientação em nossa vida diária. (Hebreus 11:6)

A fé nos capacita a confiar em Deus em todas as circunstâncias, sabendo que Ele é fiel para cumprir o que prometeu.

Mas antes da fé vem o arrependimento. E arrependimento é mudança de vida. É reconhecer os seus pecados e voltar atrás em decisões, atitudes e no modo de vida que não agrada a Deus.

1Tessalonicenses 1:9 mostra que os cristãos da cidade de Tessalônica demonstravam sua fé de uma maneira prática:
"Todas as pessoas desses lugares falam da nossa visita a vocês e contam como vocês nos receberam bem e como vocês deixaram os ídolos para seguir e servir ao Deus vivo e verdadeiro."

A conversão é a transformação do coração, da fé e da vida de uma pessoa que crê no sacrifício de Jesus e em seus ensinamentos, e a leva a viver para Jesus e não para si mesmo.

"Ele morreu por todos para que os que vivem *não vivam mais para si mesmos*, mas vivam para aquele que morreu e foi ressuscitado para a salvação deles.
(2 Coríntios, 5:15)

A conversão desperta o desejo de conhecer a Deus e a Sua Palavra.

A fé que Deus exige de nós é a fé em Jesus Cristo como único e suficiente salvador e em Sua Palavra (a Bíblia), como única regra de fé e conduta.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

O que é juntar tesouros no céu?

Juntar tesouros no céu é uma expressão bíblica que significa investir na vida espiritual e nas obras de Deus, em vez de se apegar às riquezas materiais e passageiras deste mundo. É uma forma de demonstrar fé, amor e obediência a Deus, buscando agradá-lo e honrá-lo com a nossa vida.
A vida não é só trabalho, é também devoção a Deus. Precisamos investir tempo em nosso crescimento espiritual.

Segundo a Bíblia, os tesouros no céu são recompensas eternas que Deus reserva para aqueles que o seguem e praticam a sua vontade. Essas recompensas são muito mais valiosas do que qualquer coisa que possamos ter na terra, pois não podem ser destruídas, roubadas ou perdidas. Além disso, os tesouros no céu revelam o nosso coração, pois onde está o nosso tesouro, aí também está o nosso afeto. (Mateus 6:19-21).

Porém, não podemos esquecer que só aqueles que são salvos, que assumiram o compromisso da fé exclusivamente em Jesus Cristo e nasceram de novo, poderão receber esses tesouros.

Algumas formas de ajuntar tesouros no céu são:

- Ser pacífico, misericordioso, humilde, puro e justo. (Mateus 5:3-12)

- Dar esmolas, orar e jejuar em secreto, sem buscar a aprovação dos homens. (Mateus 6:1-18)

- Perdoar os que nos ofendem e amar os nossos inimigos. (Mateus 6:14-15; Mateus 5:43-48)

- Servir aos necessitados, aos doentes, aos presos e aos estrangeiros, como se fosse ao próprio Cristo. (Mateus 25:31-46)

- Negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Jesus. (Mateus 16:24-27)

- Estudar as escrituras e frequentar uma comunidade de fé (Salmo 119:105; Hebreus 10:25):

Estas duas últimas são formas importantes de se aproximar de Deus e de sua vontade, além de fortalecer a sua fé e o seu amor. Estudar as escrituras é uma maneira de conhecer melhor a palavra de Deus e a sua revelação em Jesus Cristo, o Verbo Divino. 
Frequentar uma comunidade de fé é uma oportunidade de conviver com outros cristãos, compartilhar experiências, receber orientação espiritual e participar de atividades que edificam a igreja e o reino de Deus. 
Ambas as práticas são recomendadas pela Bíblia e pelos líderes da igreja, como forma de crescer na graça e no conhecimento de Deus.

O tempo está passando e logo nossa jornada chegará ao fim.
Compareceremos diante de Deus para prestar contas daquilo que fizemos com a nossa vida o nosso tempo.
Adiar o cuidado com a vida espiritual e a reconciliação com Deus pode ser perigoso para o destino de sua alma.

Em Lucas 12:16-21 vemos a história de um homem que fez planos para seu trabalho e aposentadoria, mas não buscou a Deus enquanto teve tempo. O resultado foi que ele morreu de repente e seus planos foram frustrados, pirque ele só pensou nos tesouros da terra. 

Faça diferente, ajunte tesouros no céu. 
Busque a Deus enquanto você ainda tem tempo.

Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.*
*Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo,  os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.
Isaías 55:6-7

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Tempos de benção, tempos de perigo


Quando tudo vai bem somos tentados a não andar mais com Deus.

Isso acontecia o tempo todo no período dos juízes. Nos tempos de paz e prosperidade, o povo de Israel relaxava em sua devoção e começava a se afastar de Deus e a enveredar pelos caminhos do pecado e da idolatria.

Isso aconteceu também com Roboão. Roboão, filho de Salomão, foi o primeiro rei do Reino de Judá. Com Saul, Davi e Salomão Israel era um país só. Quando Roboão herda o trono, logo após a morte de Salomão, por causa de sua insensatez, o reino se divide e dez tribos o rejeitam como rei: as dez tribos ao norte formam o Reino de Israel, duas tribos ao sul formam o Reino de Judá.

Enquanto Roboão precisava de Deus, ele O buscou e foi fiel. Mas quando as coisas começaram a dar certo, quando seus sonhos começaram a se concretizar, quando seu governo se estabilizou, ele começou a se afastar de Deus. O texto de 2 Crônicas 11:16-17 e 12:1 diz assim:

"Pessoas de todas as tribos de Israel que, com todo o coração, queriam adorar o Senhor, o Deus de Israel, seguiram os levitas até Jerusalém para oferecer sacrifícios ao Senhor, o Deus dos seus antepassados. Isso serviu para tornar mais forte o reino de Judá e firmar o poder de Roboão, filho de Salomão, como rei DURANTE OS TRÊS ANOS EM QUE ELE SEGUIU O EXEMPLO DE DAVI E SALOMÃO... LOGO QUE ROBOÃO FIRMOU SEU PODER COMO REI DE JUDÁ, ELE E TODO O SEU POVO DEIXARAM DE OBEDECER À LEI DE DEUS, O SENHOR." 

Este relato não revela apenas o caráter de um homem, mostra a tendência que está no coração do ser humano. Quando estamos sofrendo, quando precisamos de ajuda, quando estamos ansiosos por concretizar nossos projetos de vida, buscamos a Deus diligentemente. Mas quando tudo vai bem corremos o risco de esfriar nossa devoção e nossa fidelidade. Corremos o risco de abandonar o Senhor, ou de pelo menos mantê-lo como um simples acessório em nossa vida, ao lado de tantas outras prioridades.

A Palavra de Deus nos mostra casos como o de Roboão para nos desafiar a manter o fogo da paixão por Cristo mesmo em tempos de benção. Seja grato, busque a Deus fervorosamente, lute para ser fiel, alimente-se da Palavra com profundidade, tenha um coração quebrantado, lute para mudar, ame a Deus, mesmo quando tudo vai bem. Não espere vir a crise para fazer isso.

Será que isso vai dar certo?

        

        Você já ouviu a expressão “balaio-de-gato”? Talvez sua mãe já tenha usado esta expressão para descrever o estado do seu quarto. Significa bagunça, confusão. É o que provavelmente aconteceria se você colocasse vários gatos dentro de um balaio e o fechasse. Depois de algum tempo, todos aqueles gatinhos bonitinhos e fofinhos iam começar a se estranhar. Ali dentro, apertadinhos, os gatos não conseguem fugir de sua própria natureza. Eles vão agir e reagir como gatos.

Agora imagine uma porção de pecadores, todos juntos, reunidos num mesmo lugar, tendo que conviver e trabalhar juntos. Sabe o que pode acontecer? Algo muito semelhante com o que acontece com os gatos. Pecadores vão agir e reagir como pecadores. E mesmo assim, Deus decidiu fazer uma coisa dessas quando instituiu a sua Igreja. Comunidades locais, espalhadas por todos os lados, formadas por pessoas imperfeitas e com uma natureza nada fácil de ser controlada. E por que Deus resolveu fazer uma coisa dessas? Para revelar sua glória ao mundo.

O Evangelho é a mensagem do arrependimento e do perdão dos pecados. Aqueles que se entregam a Cristo, crendo no seu sacrifício por nós, nascem de novo, recebem uma nova natureza da parte de Deus. Mas com um detalhe: a velha natureza não é retirada. Pelo menos não neste momento. Por isso aguardamos a volta de Cristo com ansiedade. O mais interessante nisso tudo é que Deus nos manda viver juntos nessa situação: como pecadores. Salvos, regenerados, perdoados. Mas ainda pecadores, necessitados da graça e da misericórdia divinas.

Será que isso vai dar certo? Deus tem um plano. Ele nos deu o seu Espírito e a sua Palavra para dirigir nossas vidas e nos ajudar a controlar nossa natureza rebelde. Ele nos ensina a amar e perdoar da mesma maneira que Ele nos amou e perdoou (Mateus 5:48 e 6:14-15). Paulo acrescenta: “Sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês.” (Efésios 4:32).

O desafio de viver em comunidade

Viver em comunidade é um dos desafios mais difíceis. Principalmente porque somos todos muito diferentes. Temos preferências, gostos, ideias, temperamentos diferentes. Além do mais, as Escrituras nos revelam que somos todos pecadores (Romanos 3:23). Somos inclinados a atitudes que desagradam a Deus e ofendem ao próximo, e frequentemente as tomamos, por mais que tentemos evitá-las.

É inevitável que na convivência, haja desavenças, desentendimentos, conflitos. E todo pecado cometido contra o próximo, é também e em primeiro lugar uma ofensa a um Deus santo. Por isso você não pode separar a comunhão com Deus da comunhão com o irmão.

João descreve a comunhão com Deus com a expressão “andar na luz”. Ele afirma: inspirado pelo Espírito Santo: “Quem diz que vive na luz e odeia seu irmão está na escuridão até agora” (1 João 2:9). Em outras palavras, se você diz que anda com Deus, mas nos momentos de conflito deixa as mágoas envenenarem seu coração ao ponto dele ficar amargurado, caminhando para o rancor (daí é só um passo para o ódio) sem buscar a reconciliação e o perdão, isso pode ser um sinal de que você ainda não nasceu de novo. Mais à frente, João faz outra afirmação estarrecedora: “A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus” (1 João 3:10).

É por isso que existe o perdão e a provisão do sangue de Jesus, que nos purifica de todo pecado. Sempre que confessamos esses pecados ao Senhor, concordando com Ele, que pecado é pecado, e reconhecendo nossa culpa, somos purificados (1 João 1:9). O arrependimento e a confissão acertam as coisas com Deus. Mas você precisa também acertar as coisas com o irmão. Jesus ensinou que “se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus.” (Mateus 5:23-24). Vá logo.

terça-feira, 14 de julho de 2020

O melhor pão

Como é bom começar o dia com um bom café e um pão quentinho, daqueles que faz a manteiga derreter! Quem gosta disso geralmente tem uma padaria preferida, onde o pão sai do seu gosto, macio e saboroso por dentro, crocante por fora. Você tem a sua? Sabe qual é a melhor padaria do bairro? Pode recomendar alguma para seus amigos?
Em toda a história, na maior parte dos países, o pão sempre ocupou um lugar importante na alimentação. Tanto que a palavra “pão” muitas vezes é usada como sinônimo para o sustento, o alimento que precisamos para sobreviver. Por isso costumamos dizer que trabalhamos para ganhar o pão. Alguns até se lembram de pedir a Deus o pão de cada dia. Aliás, foi Jesus Cristo que ensinou seus discípulos a orar, pedindo ao Pai Celestial: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje.”
E foi o próprio Jesus que ensinou que “nem só de pão vive o homem”, mas também da Palavra de Deus. Isso quer dizer que o ser humano não tem apenas necessidades físicas, ele também tem necessidades espirituais! Nós precisamos tanto do alimento espiritual quanto do alimento material. Talvez mais.
Isso quer dizer que há uma fome em nosso coração, que a comida não pode matar, que as coisas deste mundo não podem satisfazer. Nem os bens materiais, nem a diversão, nem mesmo aquilo que tem muito valor para nós, como por exemplo os amigos. Por isso Jesus também afirmou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre.” (João 6:58).
Com esta frase ele queria nos ensinar que Ele mesmo veio do céu para trazer satisfação completa aos nossos corações. Quem se alimenta dele, isto é, aprende com ele as lições espirituais, encontra paz completa, alegria verdadeira, sentido para a vida, propósito para sua existência. E ainda mais: vida para sempre!
Você não gostaria de provar deste pão? Você não gostaria de conhecer melhor os ensinamentos de Jesus?

Por acaso a jovem esquece os seus enfeites?

"Por acaso a jovem se esquece dos seus enfeites, ou a noiva, dos seus adereços? Todavia, o meu povo se esqueceu de mim por dias sem fim." (Jeremias 2:32)

Meninas são muito especiais. Elas são delicadas, cheias de graça, carinhosas. Acompanhar o crescimento de uma menina é uma experiência apaixonante. Quando são crianças, brincam de muitas coisas, na maior parte das vezes gostam de bonecas. Gastam horas vestindo, maquiando e penteando suas bonequinhas. 
Até que chega um dia em que, de uma hora pra outra, as bonecas perdem o encanto. E elas, que sempre entravam correndo nos ambientes, esbarrando nas coisas, ficam mais compenetradas, não menos sorridentes, graciosas, não menos delicadas nem menos belas...
E, de repente, aparecem vestidas com vestidos de gente grande, maquiadas, olhos delineados, batom marcante, penteadas, um saltinho, brincos, anéis, colares e pulseiras.
De um dia para o outro uma transformação aconteceu. E o pai, especialmente, olhando aquela mocinha  toma um susto e pensa logo onde estaria a menininha que ele tinha em seus braços não fazia muito tempo.
Daquele dia em diante, ela não sai mais sem seus adereços. Não vai faltar um brinco ou uma pulseita, um colarzinho ou anel. Ela jamais sairá de casa sem uma peça que valorize e enfeite sua beleza.
Nos tempos do profeta Jeremias, guardadas as proporções culturais e temporais, devia haver um comportamento semelhante. E Jeremias devia ter reparado nas jovens que jamais sairiam de casa sem seus enfeites.
Então, Deus, olhando com tristeza para seu povo, que o havia abandonado, adorando outros deuses; olhando para seu povo que estava atarefado e ocupado com tantas coisas, que não se lembrava mais do seu Criador, chama Jeremias e diz ao profeta num tom de lamento: 
"Jeremias, observe essas jovenzinhas. Você já notou como elas saem de casa e jamais esquecem seus enfeites?
Pois é. Todavia o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta."
Será que você que esta lendo estas linhas é um destes que, por causa da correria, dos compromissos, das demandas, da agenda cheia, deixou Deus de lado no seu dia a dia e na sua vida?
Israel ouviu a mensagem por meio de Jeremias e nem ligou. Continuou na loucura dos seus caminhos até a ruína veio sobre toda a nação.
Viver sem Deus não pode acabar bem.
O chamado do Senhor para você hoje é este: lembre-se dele e volte pra Ele. 
Arrependa-se. Coloque Deus de volta na sua agenda.