terça-feira, 25 de agosto de 2020

Tempos de benção, tempos de perigo


Quando tudo vai bem somos tentados a não andar mais com Deus.

Isso acontecia o tempo todo no período dos juízes. Nos tempos de paz e prosperidade, o povo de Israel relaxava em sua devoção e começava a se afastar de Deus e a enveredar pelos caminhos do pecado e da idolatria.

Isso aconteceu também com Roboão. Roboão, filho de Salomão, foi o primeiro rei do Reino de Judá. Com Saul, Davi e Salomão Israel era um país só. Quando Roboão herda o trono, logo após a morte de Salomão, por causa de sua insensatez, o reino se divide e dez tribos o rejeitam como rei: as dez tribos ao norte formam o Reino de Israel, duas tribos ao sul formam o Reino de Judá.

Enquanto Roboão precisava de Deus, ele O buscou e foi fiel. Mas quando as coisas começaram a dar certo, quando seus sonhos começaram a se concretizar, quando seu governo se estabilizou, ele começou a se afastar de Deus. O texto de 2 Crônicas 11:16-17 e 12:1 diz assim:

"Pessoas de todas as tribos de Israel que, com todo o coração, queriam adorar o Senhor, o Deus de Israel, seguiram os levitas até Jerusalém para oferecer sacrifícios ao Senhor, o Deus dos seus antepassados. Isso serviu para tornar mais forte o reino de Judá e firmar o poder de Roboão, filho de Salomão, como rei DURANTE OS TRÊS ANOS EM QUE ELE SEGUIU O EXEMPLO DE DAVI E SALOMÃO... LOGO QUE ROBOÃO FIRMOU SEU PODER COMO REI DE JUDÁ, ELE E TODO O SEU POVO DEIXARAM DE OBEDECER À LEI DE DEUS, O SENHOR." 

Este relato não revela apenas o caráter de um homem, mostra a tendência que está no coração do ser humano. Quando estamos sofrendo, quando precisamos de ajuda, quando estamos ansiosos por concretizar nossos projetos de vida, buscamos a Deus diligentemente. Mas quando tudo vai bem corremos o risco de esfriar nossa devoção e nossa fidelidade. Corremos o risco de abandonar o Senhor, ou de pelo menos mantê-lo como um simples acessório em nossa vida, ao lado de tantas outras prioridades.

A Palavra de Deus nos mostra casos como o de Roboão para nos desafiar a manter o fogo da paixão por Cristo mesmo em tempos de benção. Seja grato, busque a Deus fervorosamente, lute para ser fiel, alimente-se da Palavra com profundidade, tenha um coração quebrantado, lute para mudar, ame a Deus, mesmo quando tudo vai bem. Não espere vir a crise para fazer isso.

Será que isso vai dar certo?

        

        Você já ouviu a expressão “balaio-de-gato”? Talvez sua mãe já tenha usado esta expressão para descrever o estado do seu quarto. Significa bagunça, confusão. É o que provavelmente aconteceria se você colocasse vários gatos dentro de um balaio e o fechasse. Depois de algum tempo, todos aqueles gatinhos bonitinhos e fofinhos iam começar a se estranhar. Ali dentro, apertadinhos, os gatos não conseguem fugir de sua própria natureza. Eles vão agir e reagir como gatos.

Agora imagine uma porção de pecadores, todos juntos, reunidos num mesmo lugar, tendo que conviver e trabalhar juntos. Sabe o que pode acontecer? Algo muito semelhante com o que acontece com os gatos. Pecadores vão agir e reagir como pecadores. E mesmo assim, Deus decidiu fazer uma coisa dessas quando instituiu a sua Igreja. Comunidades locais, espalhadas por todos os lados, formadas por pessoas imperfeitas e com uma natureza nada fácil de ser controlada. E por que Deus resolveu fazer uma coisa dessas? Para revelar sua glória ao mundo.

O Evangelho é a mensagem do arrependimento e do perdão dos pecados. Aqueles que se entregam a Cristo, crendo no seu sacrifício por nós, nascem de novo, recebem uma nova natureza da parte de Deus. Mas com um detalhe: a velha natureza não é retirada. Pelo menos não neste momento. Por isso aguardamos a volta de Cristo com ansiedade. O mais interessante nisso tudo é que Deus nos manda viver juntos nessa situação: como pecadores. Salvos, regenerados, perdoados. Mas ainda pecadores, necessitados da graça e da misericórdia divinas.

Será que isso vai dar certo? Deus tem um plano. Ele nos deu o seu Espírito e a sua Palavra para dirigir nossas vidas e nos ajudar a controlar nossa natureza rebelde. Ele nos ensina a amar e perdoar da mesma maneira que Ele nos amou e perdoou (Mateus 5:48 e 6:14-15). Paulo acrescenta: “Sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês.” (Efésios 4:32).

O desafio de viver em comunidade

Viver em comunidade é um dos desafios mais difíceis. Principalmente porque somos todos muito diferentes. Temos preferências, gostos, ideias, temperamentos diferentes. Além do mais, as Escrituras nos revelam que somos todos pecadores (Romanos 3:23). Somos inclinados a atitudes que desagradam a Deus e ofendem ao próximo, e frequentemente as tomamos, por mais que tentemos evitá-las.

É inevitável que na convivência, haja desavenças, desentendimentos, conflitos. E todo pecado cometido contra o próximo, é também e em primeiro lugar uma ofensa a um Deus santo. Por isso você não pode separar a comunhão com Deus da comunhão com o irmão.

João descreve a comunhão com Deus com a expressão “andar na luz”. Ele afirma: inspirado pelo Espírito Santo: “Quem diz que vive na luz e odeia seu irmão está na escuridão até agora” (1 João 2:9). Em outras palavras, se você diz que anda com Deus, mas nos momentos de conflito deixa as mágoas envenenarem seu coração ao ponto dele ficar amargurado, caminhando para o rancor (daí é só um passo para o ódio) sem buscar a reconciliação e o perdão, isso pode ser um sinal de que você ainda não nasceu de novo. Mais à frente, João faz outra afirmação estarrecedora: “A diferença clara que existe entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo é esta: quem não faz o que é correto ou não ama o seu irmão não é filho de Deus” (1 João 3:10).

É por isso que existe o perdão e a provisão do sangue de Jesus, que nos purifica de todo pecado. Sempre que confessamos esses pecados ao Senhor, concordando com Ele, que pecado é pecado, e reconhecendo nossa culpa, somos purificados (1 João 1:9). O arrependimento e a confissão acertam as coisas com Deus. Mas você precisa também acertar as coisas com o irmão. Jesus ensinou que “se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus.” (Mateus 5:23-24). Vá logo.

terça-feira, 14 de julho de 2020

O melhor pão

Como é bom começar o dia com um bom café e um pão quentinho, daqueles que faz a manteiga derreter! Quem gosta disso geralmente tem uma padaria preferida, onde o pão sai do seu gosto, macio e saboroso por dentro, crocante por fora. Você tem a sua? Sabe qual é a melhor padaria do bairro? Pode recomendar alguma para seus amigos?
Em toda a história, na maior parte dos países, o pão sempre ocupou um lugar importante na alimentação. Tanto que a palavra “pão” muitas vezes é usada como sinônimo para o sustento, o alimento que precisamos para sobreviver. Por isso costumamos dizer que trabalhamos para ganhar o pão. Alguns até se lembram de pedir a Deus o pão de cada dia. Aliás, foi Jesus Cristo que ensinou seus discípulos a orar, pedindo ao Pai Celestial: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje.”
E foi o próprio Jesus que ensinou que “nem só de pão vive o homem”, mas também da Palavra de Deus. Isso quer dizer que o ser humano não tem apenas necessidades físicas, ele também tem necessidades espirituais! Nós precisamos tanto do alimento espiritual quanto do alimento material. Talvez mais.
Isso quer dizer que há uma fome em nosso coração, que a comida não pode matar, que as coisas deste mundo não podem satisfazer. Nem os bens materiais, nem a diversão, nem mesmo aquilo que tem muito valor para nós, como por exemplo os amigos. Por isso Jesus também afirmou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre.” (João 6:58).
Com esta frase ele queria nos ensinar que Ele mesmo veio do céu para trazer satisfação completa aos nossos corações. Quem se alimenta dele, isto é, aprende com ele as lições espirituais, encontra paz completa, alegria verdadeira, sentido para a vida, propósito para sua existência. E ainda mais: vida para sempre!
Você não gostaria de provar deste pão? Você não gostaria de conhecer melhor os ensinamentos de Jesus?

Por acaso a jovem esquece os seus enfeites?

"Por acaso a jovem se esquece dos seus enfeites, ou a noiva, dos seus adereços? Todavia, o meu povo se esqueceu de mim por dias sem fim." (Jeremias 2:32)

Meninas são muito especiais. Elas são delicadas, cheias de graça, carinhosas. Acompanhar o crescimento de uma menina é uma experiência apaixonante. Quando são crianças, brincam de muitas coisas, na maior parte das vezes gostam de bonecas. Gastam horas vestindo, maquiando e penteando suas bonequinhas. 
Até que chega um dia em que, de uma hora pra outra, as bonecas perdem o encanto. E elas, que sempre entravam correndo nos ambientes, esbarrando nas coisas, ficam mais compenetradas, não menos sorridentes, graciosas, não menos delicadas nem menos belas...
E, de repente, aparecem vestidas com vestidos de gente grande, maquiadas, olhos delineados, batom marcante, penteadas, um saltinho, brincos, anéis, colares e pulseiras.
De um dia para o outro uma transformação aconteceu. E o pai, especialmente, olhando aquela mocinha  toma um susto e pensa logo onde estaria a menininha que ele tinha em seus braços não fazia muito tempo.
Daquele dia em diante, ela não sai mais sem seus adereços. Não vai faltar um brinco ou uma pulseita, um colarzinho ou anel. Ela jamais sairá de casa sem uma peça que valorize e enfeite sua beleza.
Nos tempos do profeta Jeremias, guardadas as proporções culturais e temporais, devia haver um comportamento semelhante. E Jeremias devia ter reparado nas jovens que jamais sairiam de casa sem seus enfeites.
Então, Deus, olhando com tristeza para seu povo, que o havia abandonado, adorando outros deuses; olhando para seu povo que estava atarefado e ocupado com tantas coisas, que não se lembrava mais do seu Criador, chama Jeremias e diz ao profeta num tom de lamento: 
"Jeremias, observe essas jovenzinhas. Você já notou como elas saem de casa e jamais esquecem seus enfeites?
Pois é. Todavia o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta."
Será que você que esta lendo estas linhas é um destes que, por causa da correria, dos compromissos, das demandas, da agenda cheia, deixou Deus de lado no seu dia a dia e na sua vida?
Israel ouviu a mensagem por meio de Jeremias e nem ligou. Continuou na loucura dos seus caminhos até a ruína veio sobre toda a nação.
Viver sem Deus não pode acabar bem.
O chamado do Senhor para você hoje é este: lembre-se dele e volte pra Ele. 
Arrependa-se. Coloque Deus de volta na sua agenda.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Discipulado: a essência do ministério e da missão da igreja

O grande mandamento que Jesus deixou aos seus discípulos está em Mateus 28:19-20: "Ide, fazei discípulos..."
Jesus estava dizendo a eles que deveriam fazer com outros aquilo que ele mesmo havia feito com eles.
Fazer discípulos, portanto, não é uma opção para os cristãos. É mandamento. É a essência do ministério e da missão da igreja.

Como Jesus fez isso?
Em Marcos 3:13 vemos que Jesus chamou alguns homens para perto, para conviverem com Ele. Onde Jesus ia eles iam com Ele. Jesus gastava tempo com cada um deles, ensinava-os sobre a natureza e os valores do Reino de Deus, ministrava a eles o ensinamento das Escrituras, compartilhava com eles sua própria vida, permitia que os discípulos vissem o que Ele fazia. Jesus os ensinava andando pelo caminho, navegando num barco, assentados à mesa.
Os primeiros discípulos fizeram o mesmo, gastaram tempo com outras pessoas, levando o Evangelho a elas e ensinando-as a obedecer a todas as coisas que Jesus havia ensinado.

Barnabé discipulou Paulo. Esteve com ele por pelo menos 11 anos. Barnabé integrou Paulo na igreja, ajudou-o a entender a vida com Deus, treinou-o para o ministério, caminhou com ele durante a sua primeira viagem missionária.

Paulo, por sua vez, gastou tempo com Silas, Timóteo, Tito, Sópatro, Aristarco, Segundo, Gaio, Tíquico, Trófimo, Sóstenes e outros. Paulo os chamava pra perto, os levava em suas viagens e investia na vida deles, ensinando-lhes as Escrituras, ensinando-os a ser como Jesus.

Em Tessalônica, por exemplo, Paulo e seus companheiros Silas e Timóteo, fizeram discípulos entre os convertidos daquela cidade. E aqueles irmãos, bem discipulados se tornaram bons discipuladores. 

Veja 1Tessalonicenses 1:6-8. O texto destaca que aqueles irmãos se tornaram imitadores de Cristo e dos seus discipuladores, de tal maneira que o Evangelho, a partir deles, se espalhou por toda Macedônia e Acaia. Como isso aconteceu, num espaço de tempo de no máximo um ano, se não havia os recursos tecnológicos de comunicação que temos hoje? Eles provavelmente foram às cidades da região e reproduziram o mesmo tipo de ministério que os alcançou. Foram, contactaram pessoas, anunciaram o Evangelho a elas e passaram a gastar tempo com elas ensinando-as a andar com Jesus.

Este é o chamado de Deus para todos os cristãos. Ser e fazer discípulos. Esta é a nossa tarefa mais importante. Este é o verdadeiro chamado e a verdadeira essência do ministério e da missão da igreja.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Igreja Presbiteriana Independente de Vila Palmeiras no facebook

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Conheça o podcast "Consertando Redes"



No Itunes (Apple podcasts)


Não tenha medo

Diante de todas as coisas que passaram a acontecer no mundo, devido à pandemia do coronavirus, muitas pessoas estão ansiosas, preocupadas e com medo.
Mas nessa situação de perigo e incerteza você pode buscar a Deus.
No evangelho de Lucas 21:9-11 nós vemos Jesus falando de coisas que nos causam medo: guerras, terremotos, fome, epidemias e outras coisas espantosas.
Jesus está contando aos seus discípulos, nesta passagem, quais são os sinais que indicariam a proximidade do seu retorno e do fim desta era. E ao fazer isso, diz a eles: "Não se assustem com essas coisas. Não tenham medo!"
Você está com medo? Você está muito preocupado? Então eu quero convidar você a ouvir as palavras de Jesus: "Não tenham medo!"
Jesus veio ao mundo pela primeira vez para nos ensinar o caminho para o Pai. Ele viveu uma vida perfeita. Morreu por nós numa cruz. Ressuscitou. Subiu ao céu. Mas prometeu que iria voltar.
Nós não sabemos exatamente quando Ele vai voltar. Mas temos uma certeza: Ele vai voltar. E hoje, estamos mais próximos de sua vinda do que Lucas estava quando registrou estas palavras de Jesus. E estas certezas nos dão segurança de que todos os verdadeiros cristãos vamos nos encontrar com Ele em breve, seja pelo Seu retorno, seja pela nossa morte.
Mas para aqueles que têm vivido no pecado, para aqueles que tem vivido longe de Deus, para aqueles que têm rejeitado o evangelho, o recado é "arrependa-se"!
Diante de todo esse quadro que se apresenta no mundo, Deus está dando a você a oportunidade de se arrepender.
Arrependa-se dos seus pecados. Venha pra Deus. Abandone as coisas erradas na sua vida. Decida que você vai confiar em Jesus e crer no evangelho.
O Senhor Jesus viu a nossa condição, viu que somos pecadores, viu que estamos perdidos e se entregou por nós, para morrer em nosso lugar. Ele fez isso porque nos ama, e está, neste momento, com a mão estendida pra você. Tudo o que está acontecendo é um aviso, um chamado,  é Deus lhe dando uma oportunidade de abandonar seus pecados e se aproximar dele. Arrependa-se. Venha pra Deus. Se você já andou com ele mas se afastou: volte!
Porque a mensagem para os que têm andado  com Ele é "não tenha medo". No verso 19 do mesmo capítulo Jesus diz: "Fiquem firmes, pois assim vocês serão salvos."
Mas a mensagem para os que estão longe é "arrependa-se!"
Aproveite o aviso de Deus e conserte a sua vida enquanto você ainda tem tempo.

Você está ansioso?

Gostaria de compartilhar com você o texto de 1 Pedro 5:7:

"lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós."
(1 Pedro, 5:7) NAA

Há uma outra tradução, que expressa a mesma mensagem com outras palavras:

"Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês."
(1 Pedro, 5:7) NTLH

As preocupações e o medo geram ansiedade, que afetam a nossa saúde física e emocional.

As Escrituras nos indicam que o remédio está em olhar para Jesus e buscar nele paz.

Hoje, no momento em que você lê este texto,  você pode orar, contando a Deus todas as coisas que estão tirando a sua paz e gerando ansiedade. E pode se lembrar que Ele tem cuidado de você.

O SALMO 62 nos ajuda a entender que realmente podemos encontrar forças em Deus quando nos aproximamos dele a cada dia:

1. Somente em Deus eu encontro PAZ; é dele que vem a minha salvação.
2. Somente ele é a rocha que me salva; ele é o meu protetor, e EU NUNCA SEREI DERROTADO.

5. Somente em Deus eu encontro PAZ e dele vem a minha ESPERANÇA.
6. Somente ele é a rocha que me salva; ele é o meu protetor, E EU NÃO SEREI ABALADO.

Medite nestas palavras.
Guarde-as no seu coração.

Deus abençoe o seu dia.

De onde virá o meu socorro?

Há situações na vida em que olhamos ao redor e não encontramos um meio de resolver. Você já passou por uma circunstância assim? Por mais que você pense, não chega numa solução! Por mais que você calcule, a conta não fecha. Por mais que você pensa em maneiras de encontrar uma saída, você não vê sequer uma luz no fim do túnel.
Se você está num beco sem saída, quero lhe apresentar o Salmo 121.
Este é um salmo de romaria. Era um dos cânticos que os israelitas cantavam quando estavam indo a Jerusalém para adorar a Deus no templo.
Ao ler este salmo eu imagino um peregrino, caminhando por uma estrada poeirenta, percorrendo a região montanhosa de Judá, a caminho do Monte Sião, onde ficava o templo, que era o principal local do culto e da adoração no Antigo Testamento.
Imagino esse peregrino, sozinho na estrada, carregando a sua mochila. Ele pára um instante para descansar e percebe que sua garrafa de água está vazia. Então ele olha no horizonte e vê um grupo de pessoas vindo na sua direção. Um pensamento lhe ocorre. E se forem assaltantes? 
Então ele eleva os olhos.
Olha ao redor em busca de uma saída. "O que eu faço agora?" Ele só vê os montes. 
E pensa: "Elevo os olhos para os montes e pergunto: de onde me virá o socorro?" (v.1)
O medo vem. A preocupação e o desespero tomam conta do seu coração. Então ele se lembra de Deus e começa a orar. Pede direção, sabedoria pra tomar uma decisão, pede a proteção do Senhor. "Senhor, eu saio da estrada? Eu me escondo atrás de alguma rocha ou arbusto? O Senhor vai enviar alguem pra me ajudar? O Senhor vai me ajudar a encontrar uma nascente de água? O Senhor vai me dar forças pra terminar esta jornada?"
Terminada a sua oração, ele pensa: "O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra." (v.2)
Num momento de dificuldade as Escrituras nos orientam a buscar o socorro do Senhor. Deus é bom, Ele está sempre perto daqueles que o invocam com sinceridade.
Se você tem andado longe do Senhor, volte pra Ele, arrependa-se dos seus pecados, busque o Senhor com sinceridade. Você vai experimentar o socorro que vem dele.

A Vitória que vence o mundo

Todos nós enfrentamos batalhas em diversas áreas da nossa vida. Passamos por dificuldades financeiras, enfrentamos lutas com a família, preocupação com filhos, problemas no trabalho, pressão vinda de compromissos, prazos para concluir tarefas, desentendimentos, mal entendidos etc...
Mas há momentos em que as dificuldades são maiores. O desemprego, uma enfermidade, a perda de uma pessoa querida...
E há períodos especialmente longos de  tribulação que enfrentamos que nos abalam e causam tristeza.
João, em sua primeira carta, nos indica que a igreja sempre teve muitos inimigos, em especial o mundo e o diabo, mas principalmente o pecado.
Os nossos maiores inimigos não são os sofrimentos, mas a nossa natureza caída. Porém, os verdadeiros cristãos podem ter vitória sobre essas coisas.
Então João diz que devemos andar na luz, em comunhão com Deus,  lutando contra o pecado, rejeitando os falsos ensinos, buscando uma vida de retidão, amando a Deus e aos irmãos.
E no final de sua carta, João nos traz uma revelação surpreendente: 
"porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1João 5: 4-5).
Que lições podemos tirar daqui?
1. O "mundo" é um termo que retrata uma cultura e uma sociedade que rejeitam a Cristo, ao Evangelho e à igreja, e que frequentemente se opõem à igreja, seja de forma sutil e velada, seja de forma aberta e violenta.
2. Somente os verdadeiros cristão podem vencer o mundo com uma vitória verdadeira: aqueles que nasceram de novo por meio de uma fé viva em Cristo e no seu sacrifício e que, portanto, possuem uma fé verdadeira.
3. Vitória sobre o mundo não é ficar livre de dificuldades, mas permanecer fiel a Deus em meio às tribulações. É permanecer em obediência, amando a Deus, amando aos irmãos, lutando contra o pecado, santificando a vida, mesmo quando as circunstância são contrárias. A vitória que vence o mundo é a nossa fé. Não é o homem que é vitorioso, mas o poder vitorioso de Deus que opera em nós pela fé. 
O novo nascimento é uma obra sobrenatural que Deus realiza no coração da pessoa que Ele salva, transformando-a no seu interior.
Essa é a pessoa que vence o mundo, pois as coisas do mundo que desagradam a Deus não a fascinam mais! 
Que neste tempo de crise Deus lhe dê a vitória! Que você, que nasceu de novo, manifeste as marcas do novo nascimento: a fé, a obediência e o amor.
Se você que me lê ainda não nasceu de novo, ainda não confiou em Cristo para sua salvação, ainda não se entregou sua vida a Cristo, o pecado ainda atrai e fascina você... então arrependa-se e venha a Cristo. Faça isso e você também terá a vitória que vence o mundo!